Temer revoga decreto que autorizou uso das Forças Armadas em Brasília

Presidente havia autorizado militares na tarde de quarta-feira, após manifestação contra o governo terminar em depredações.

Menos de 20 horas depois de autorizar atuação das Forças Armadas para garantir a segurança e proteger prédios públicos em Brasília, Michel Temer recuou. Na manhã desta quinta-feira (25), o presidente revogou o decreto por meio de uma edição extraordinária do Diário Oficial da União. As informações são de Zero Hora.
Nesta manhã, Temer reuniu-se com ministros para avaliar uma possível anulação da medida, que visava garantir a ordem na Esplanada dos Ministérios depois que manifestação contra o governo e as reformas trabalhista e da Previdência teve cenas de violência, quebradeira e enfrentamento entre baderneiros e policiais.
O polêmico decreto, que previa o emprego das Forças Armadas no Distrito Federal até o dia 31 de maio, provocou reações imediatas no Congresso Nacional. O Palácio do Planalto pediu que os ministérios compilassem e reunissem imagens das câmeras de segurança mostrando os estragos para ajudar a defender a decisão de invocação das tropas militares. Essas imagens podem servir também para identificar e enquadrar criminalmente as pessoas responsáveis pela depredação.
O Planalto alegou que recorreu ao Exército e à Marinha porque a Polícia Militar do Distrito Federal não conseguiu controlar os manifestantes e conter o que considerou uma “barbárie”. Na Câmara, o anúncio de que as Forças Armadas tinham sido chamadas provocou bate-boca entre deputados. A sessão foi suspensa por 30 minutos. Opositores classificaram a medida como uma espécie de formalização do “estado de exceção”.
Depois da reunião com ministros, Temer recebe um grupo de empresários da construção civil, incluindo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Rodrigues Martins. Depois, ainda pela manhã, o presidente tem reunião com o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Rabello.
ZERO HORA/montedo.com

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