Jungmann: Lava-Jato faz Brasil passar por revisão de compliance. E Forças Armadas dão um “grande exemplo”

Comissão d Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado Dep. Raul Jugmann fotos de Luiz Xavier 15-10-09
Por: João José Oliveira | Valor
SÃO PAULO – ­ A operação Lava­Jato está fazendo com que o Brasil passe “por um grande processo de revisão de compliance (conformidade legal)”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a uma plateia de empresários e representantes das Forças Armadas do Fórum de Investimentos Brasil 2017,
em São Paulo.
“E nesse tema, compliance, as Forças Armadas dão um grande exemplo porque você não vê nada de envolvimento [das Forças Armadas]”, disse o ministro, que voltou a defender o programa de ampliação de crédito para a indústria militar no país.
Em abril, Jungmann anunciou o plano de usar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para operar linha internacional de crédito voltada para países que desejarem comprar produtos do setor de defesa do Brasil.
No mesmo evento, o ministro destacou antes que o marco regulatório do setor está sendo reformulado para aumentar a eficiência da indústria de segurança no país. Ele citou a busca de ajustes no ICMS, para “reduzir assimetrias”, a participação do ministério na Camex, o desenvolvimento de
um plano plurianual para o segmento ­ dentro do novo regime de teto fiscal do setor público, “para ampliar a previsibilidade na pasta”, e o acesso a linha de crédito do BNDES.
Jungmann comentou ainda que a troca de ministro na pasta da Justiça não deve afetar os trabalhos que são realizados em conjunto com o ministério que ele comanda.
“Nossa expectativa é que seja dada continuidade aos trabalhos integrados”, disse. Ele citou o programa de fronteiras, que tem sido discutido com os governos da Colômbia, Bolívia e Peru.
“Vou procurar o ministro Torquato Jardim para tratar dos assuntos em comum”, afirmou. Segundo ele, a alternância de ministro não afeta os trabalhos porque houve a continuidade do secretário­executivo da pasta.

Valor Econômico/montedo.com

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