Guajará-Mirim a mais antiga cidade do interior de Rondônia, carinhosamente conhecida como “À PÉROLA DO MAMORÉ”

O município de Guajará-Mirim, que em tupi-guarani significa “Cachoeira Pequena”, tem sua história intimamente ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira – Mamoré, na primeira década do século passado. Dados históricos registram que a povoação efetiva da região ocorreu por volta de 1860, por imigrantes nordestinos que buscavam a floresta amazônica, dedicando-se ao extrativismo da goma elástica. A eles seguiram-se imigrantes oriundos de várias partes do mundo, como indianos, chineses, gregos, granadianos, barbadianos, cubanos, espanhóis, norte-americanos, libaneses, portugueses e alemães que vinham para participar da construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, ou atraídos pela oportunidade de produzirem borracha que seria escoada pela Ferrovia. Essa leva de imigrantes proporcionou uma grande miscigenação que deu origem à formação de várias famílias guajaramirenses.

Até oincio do século XIX, Guajará-Mirim era apenas uma indicação geográfica para designar o ponto brasileiro à povoação boliviana deí Guayaramerin. Naquela época, a povoação era conhecida como Espiridião Marques.

Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis com a Bolívia, o Brasil se comprometia a construir uma estrada de ferro, ligando os portos de Santo Antônio do Rio Madeira, em Porto Velho, ao de Guajará-Mirim, no Rio Mamoré, destinada ao escoamento dos produtos bolivianos. O direito sobre tarifas seria recíproco e a localidade foi se tornando conhecida no país com repercussão no exterior.

No ciclo da borracha, a extração de látex foi, sem duvida , ponto decisivo na vida do município. A construção da Estrada de Ferro Madeira – Mamoré acelerou o povoamento local, contribuindo no incremento da agricultura.

Em 30 de abril de 1912, foi concluída a EFMM e inaugurada oficialmente em 1 de agosto do mesmo ano. Ainda naquele ano, a 08 de outubro, o Governo de Província do Mato Grosso instalou na localidade um posto fiscal, com a incumbência de arrecadar impostos, sob as ordens do guarda Manoel Tibúrcio Dutra.

Em abril de 1917, chegou a região de Guajará-Mirim o Capitão Manoel Teófilo da Costa Pinheiro, um dos membros da Comissão Rondon. Em viagens pelos meandros e lagos do rio Cautário, encontrou apenas poucas centenas de seringueiros mourejando nos barracões da Guaporé Ruber Company, empresa que monopolizava a compra e exportação da borracha produzida na região, na época gerenciada pelo coronel da Guarda Nacional, Paulo Saldanha. Eram os barracões “Rodrigues Alves”, “Santa Cruz”, “Renascença ” e outros localizados próximos ao Forte Príncipe da Beira. Nada mais havia, a não ser índios arredios que habitavam a região e, de quando em vez atacavam os exploradores da seringa, que iam à represália procurando dizimá-los. Os pacaás-novos, do grupo jaru eram os mais aguerridos nos combates contra os colonizadores extrativistas.

Em 26 de junho de 1922, através da Resolução n 879, o Presidente da Província de Mato Grosso transformou a povoação de Espiridião Marques em Distrito de Paz do município de Santo Antônio do Rio Madeira. Quatro anos mais tarde, em 12 de julho de 1926, a povoação foi elevada a categoria de cidade, por ato assinado também pelo então Presidente da Província de Mato Grosso, Mário Corrêa da Costa.

Em 12 de julho de 1928, pela Lei n 911, assinada pela mesma autoridade, o Distrito foi elevado a categoria de município e comarca com área desmembrada do município de Santo Antônio do Rio Madeira, tomando o nome de Guajará-Mirim, já usualmente designado pela população.

GUAJARÁ-MIRIM HOJE

Atualmente, o município registra uma população de aproximadamente 40.000 habitantes, dos quais 86% na zona urbana e 14% na zona rural.

A característica da população do município é a mestiçagem de várias raças com os nativos (indígenas aculturados), resultando numa população tipicamente amazônica com a predominância de “caboclos” e uma forte presença da miscigenação com imigrantes da fronteira (bolivianos). Por sua característica populacional ímpar no estado, sem a influência das imigrações ocorridas ao longo da BR 364, o guajaramirense é reconhecido por sua hospitalidade, fator de identificação presente na maioria das cidades amazônicas.

O município arvora-se do direito de ser o guardião da história do Estado, com inúmeros registros da sua colonização original. A saga dos pioneiros construtores da lendária Estrada de Ferro Madeira -Mamoré, a presença marcante da igreja católica na colonização de todo o Vale do Guaporé e as inúmeras construções que retratam a história de uma época em que o município concentrava toda a riqueza da região, baseada na extração da borracha e da castanha.

O equilíbrio ecológico e harmônico da natureza pode ser representado pela vastidão de incomparável beleza do Vale do Mamoré – Guaporé , oferecendo inúmeras opções de lazer, dentre as quais a pesca amadora, liberada na época logo após a desova dos peixes. As belas praias do rio Pacaás – Novos, a reserva extrativista do Ouro Preto e o encanto da Serra dos Pacaás – Novos oferecem oportunidades únicas de se conhecer os caprichos da natureza.

Complementando o aspecto histórico e natural, existe o fato de o município sediar a única Zona Franca do Estado: a Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim (ALCGM), que oferece excelentes oportunidades de compras de diversas mercadorias importadas de várias partes do mundo.

DADOS

População: 42.000 habitantes.
Vias de acesso rodoviário e Aéreo
Rodovia Federal BR 364
Rodovia Federal BR 425
Distância aproximada da Capital, Porto Velho: 340 Km.
Aeroporto: 1
Principal atividade econômica: Setor primário e comércio.

Vejas as fotos abaixo:

 

Fonte: Prefeitura Municipal de Guajará Mirim

Comentários no Facebook