Desafeto de BOLSONARO pode ser Ministro da DEFESA de Michel Temer. Essa semana há grande especulação, alguns citam JOBIM, odiado por Bolsonaro.

Durante a semana, quando chega cada vez mais próxima a saída definitiva de Dilma Roussef, já era esperada a grande especulação em torno dos nomes indicados por TEMER para os ministérios. No que diz respeito ao Ministério da Defesa um dos mais citados foi Nelson Jobim, que já foi Ministro da Defesa e Ministro do Supremo Tribunal Federal. O ex-ministro já foi muito próximo de Michel Temer, mas por questões políticas acabou se afastando. Jobim também é mencionado como cotado para assumir a Justiça.

Bolsonaro há alguns anos criticou veementemente Nelson Jobim em seu esforço por implementar a Comissão da Verdade, para Bolsonaro ele estaria traindo as Forças Armadas.

Jobim viveu momentos de grande polêmica à frente do MD. Chegou a exonerar um general com grande status diante da tropa. Maynard Marques de Santa Rosa era Chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército. O general afirmou que na verdade a Comissão da Verdade seria formada por fanáticos e viraria uma comissão da calúnia.

Nelson Jobim era conhecido nos quarteis como o “genérico”. Metido a militar, ele mandou criar fardas para ele mesmo e chegou até a ser fotografado portando uma pistola.

No plenário do Congresso Jair Bolsonaro chegou a dizer: “um general pode ser demitido, porque não há integrantes do clube militar… que verdade é essa? Há uma diferença, eu não posso ser demitido, um general pode…”

Bolsonaro também chamou acusou Jobim de traição por causa de seu esforço pela criação da Reserva Raposa Serra do Sol, indo contra a opinião de muitos militares do alto escalão das Forças Armadas e população de Roraima.

Jobim disse na época: “A idéia de que as reservas agridem a soberania é falsa e precisa ser combatida”.

As discussões na época foram tão acirradas que um índio, o cacique Jecinaldo Sateré Maué, presente a uma das reuniões tentou agredir o deputado Bolsonaro.

Novos Comandantes

Diante de uma iminente troca de chefe do Executivo já surgem especulações acerca de um novo Comandante do Exército. Militares da reserva questionados durante essa semana por telefone divergiam em opiniões. Mas, a maioria parece crer que Temer manteria os mesmos comandantes à frente da tropa. Contudo, nos corredores do Ministério da Defesa ha alguns que creem que se Michel TEMER assumir deve sim ocorrer a chamada troca de cadeiras.

Entre os cotados estaria o General Hamilton Martins Mourão. Sobre essa opinião alguns discordaram, citando a “cara feia” que isso poderia gerar em setores da esquerda, que criticaram muito as falas de Mourão, realizadas quando foi Comandante Militar do Sul. Estes dizem que a escolha mais plausível recairia sobre o General de Exército Etchegoyen, Chefe do Estado Maior do Exército, outro militar que parece não se intimidar com cara feia de políticos da esquerda.

Etchegoyen, “por coincidência”, esteve reunido com Temer ha algum tempo.

Em dezembro passado, Etchegoyen fez um discurso duro. O Chefe do Estado Maior do Exército deixou claro que a espada do Exército está vigilante e atenta contra quem se aventurar a tentar jogar o país no caos.

“A espada, senhores generais, tem estado e vigilante… oferecendo-lhes proteção contra aventuras, aventureiros ou radicalizações descabidas  que tentem conduzir-nos a rupturas sociais”

Revista Sociedade Militar

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